quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Homem Bom


Para quem estava levando uma vida de 'quinta'.
Vem o acaso e te surpreende numa 'quarta'.
Para a manhã. 'Breakfast' e para a tarde. 'love in the afeternoon'.
Presente surpresa e algumas poucas palavras de dedicadas. dedicando a mim.
Doando-se. Dedicando-se a mim


"O primeiro de muitos, para você guardar no nosso mundo. Um mundo onde os homens de bom coração possuem 'vez'". 
Obrigado por me fazer sorrir quando não tenho vontade de sorrir...


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Amor em baixa


Dia desses me flagrei pensando sobre a necessidade do amor e em como essa necessidade se faz, gritantemente, presente em nosso dia-a-dia. Esse fato me deixa bastante perturbado. O amor está em baixa. Sim, o amor está ausente.
E eu me refiro ao sentimento em sua essência, àquele que vai além desse – pequeno – que encontramos panfletado por aí, é àquele que faz as pessoas melhores e maiores. O amor ao outro, ao próximo, (sendo aqui mais religiosamente correto – sem querer ser piegas) e também ao amor próprio, já que mesmo este e, ainda principalmente este não compõe o hall dos sentimentos dos aflitos seres que vivenciamos nos dias de hoje.
Os motivos da abstração do amor (repetirei o nome dele, o amor, propositadamente) ao mesmo tempo em que são fáceis de se observarem da superfície, também são aqueles causados pelos medos, anseios e na falta de algumas virtudes.

Passei a levantar opiniões diversas sobre o tema e após argumentações das mais variadas – realmente variadas – a conclusão foi unânime: o amor não é e nem será novamente vivido em sua plenitude como acontecia com outras gerações; eram outros os tempos. Por agora, não amamos uns aos outros na mesma proporção e nem com a mesma intensidade com que competimos uns com os outros. Para compensar, também não odiamos e ainda tentamos ser altruístas. Somos cooperativos, companheiros e amigos, mas não amamos. Não amamos. Não como define a essência do verbo, com tudo o que se encerra exatamente no verbo.

É triste o fato de isso parecer algo pessimista ou cético em relação a nós seres humanos, mas sendo ou não triste, é o que é. É assim que se apresenta e não aponta uma luz no final. Sabe aquela sensação de que o final do filme não vai satisfazer nossas expectativas? Passamos então a controlá-las. A mim parece isso mesmo. Algo parecido com aquelas comédias românticas inglesas, ou do Woody (o Allen) ou do Garry (o Marshall), elas nos agradam e nos fazem sentir bem, mas terminam e nos deixam frustrados, e nos perguntando: cadê o amor? Mas quero saber daquele que nos deixa felizes, se é pedir muito que seja em todo, pelos menos que seja a maior parte do tempo. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rafa


RAFA

Pode pensar o que quiser. Não me ofendendo e não me importo de ser confundido. Tudo isso me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Não me sinto desaforado, nem nada. Não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. E também se não me chamar... Cara pálida! Aliás... eu sou inteligente e sim, eu converso com ênfase. Muita ênfase. Sou sensível. Pra Sempre. Pode dizer... Eu me preocupo com os detalhes. E com o que nem merecia a mínima. De vez em quando eu dou água para as samambaias, pérolas aos porcos e carne de primeira aos cães. Me preocupo com a vaidade. Nada de descabido. Me preocupo com a verdade. Nada de novo. Sim, eu guardo segredo. Eu os guardo como relíquias. Me importo com as palavras, até as que não foram ditas ou ficaram apenas na intenção. Sim, eu tenho muito bom senso, inclusive o de humor. Sou discrente no passado e carente pelo futuro. Ok, eu tento acertar ao escolher as roupas. E agora eu até curto cuidar do corpo. Eu afino e defino traços. Sim, sempre falei sobre sexo sem vergonha e amo dançar levantando os braços. E Chamam de gay, de hétero, de brega e louco. Bicha e maconheiro eu deixo pra canção do Cazuza (ad eterno). Aliás, hoje em dia ser bichinha é super in, cult e tals. Mas maconheiro? Tão anos 80, lá ainda tinha seu charm mas hoje em dia né! Com tantas coisinhas químicas. So out. Mas enfim. Eu até choro sem tais consolos, e nem uso os lenços e os meus pesadelos passaram na infância. Sim, eu dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. Sou aberto e me livrei dos preconceitos ( o comentário sobre a ervinha weed está longe de ser um julgamento, tadinha). Eu posso andar de mãos dadas com os anéis. Yeah, eu assisto a um filme para me organizar no escuro e reinventei uma concepção sobre a sexualidade humana, reinventei meus princípios, reinvento o meu rosto de noite, não morri no ventre e tenho uma mãe que beira a perfeição. Numa conversa eu procuro a cor da íris, o castanho dos cílios. Sou muito bom! Sou o melhor amigo das amigas e dos amigos. E o sou de verdade. Sem clichês ou lugares-comuns que me enojam. Aceno ao máximo no aeroporto, na rodoviária ou no ponto de ônibus nas depedidas de quem gosto, chamo o táxi com grito, me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento e não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Não tolero esses sentimentozinhos rélis que teimam em dominar as cabeçinhas ocas. Sim, eu vou esperar sua primeira garfada antes de comer e nunca mesmo vou palitar os dentes. Eu desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho ou de um copo de água. Eu sou o mesmo. Digo que amo sem vergonha e de peito-tórax abertos e digo com verdade. Pois é, sou mesmo generoso com as perdas, e muito mais com as pseudo-perdas. Nunca economizo elogios e coleciono sapatos. Sou educado e isso é mais forte do que minha vontade às vezes. Sou espontâneo, estou vivo para não me reprimir na hora de escrever e poder falar o que quiser e não fazer de conta.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Calendário

Esquecerei o ontem, simplesmente porque me esquecer torna-se mais fácil. 
Esquecer do hoje não faz do hoje algo sem importância, mas isso é meu. Está em mim. 
Os "ontens" precisam mesmo desaparecer e os amanhãs serão mesmo incertos.
Eu sou o meu ontem, o meu hoje e o meu amanhã e eles fazem minhas lutas e derrotas e vitórias e cicatrizes e alegrias e aprendizados e erros e acertos.... 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Qualquer maneira de amor vale a pena. (uma reflexão sobre a lei aprovada pelo STF)

E desde então, sou porque tu és
E desde então és, sou e somos
E por amor
Serei... Serás... Seremos...”
Pablo Neruda

Os gays de todo o Brasil que sonhavam e esperavam já podem comemorar. A quinta-feira, 05 de Maio de 2011 tornou-se um marco na evolução democrática brasileira. O Supremo Tribunal Federal reconheceu, a partir de votação, com unanimidade de votos a favor, que é legítima e legal a união homoafetiva, a união entre pares do mesmo sexo, o casamento gay (os termos variam). Com isso os homossexuais passam a ter direitos dentro do casamento e (bate na madeira) com o término dele, tais quais os adquiridos em uma união heterossexual oficializada. Os direitos são os mesmos, salvas algumas não esclarecidas exceções (típico).
Não igualaram-se as uniões, na verdade elas equipararam-se, segundo a nova lei. A leitura nos permite concluir (como leigos pensantes) que ainda não se dá aos pares do mesmo sexo o status de “entidade familiar”, reconhecem-se apenas como um “casal gay” dentro de uma união estável. Sem querer trocar em miúdos a discussão sobre esse assunto que já foi, em outras épocas, considerado tabu, conclui-se que o avanço foi enorme mas deixa a sensação de um grito mudo, com ares de hipocrisia velada. Mas, aqui é Brasil e por aqui os gays conseguem ter reconhecido o direito de oficializarem sua união antes mesmo de terem o direito de andar pelas ruas, trocar carinhos ou manifestar afeto em público sem correr os riscos todos, inclusive o de morte.
O maior avanço, ou ainda, o mais aguardado, seria a criminalização da homofobia. Os “politiqueiros” deveriam voltar as atenções mais fortemente sobre esse tema. Os gays se casam e vão comemorar onde? Passearão em quais parques com os filhos? Vou me repetir: hipocrisia velada, sim, de uma lei votada por votantes tolerantes (tolerantes?). A notícia rende ótimas manchetes mundo afora e as agressões, os xingamentos, as demissões ou não contratações de gays continuam acontecendo internamente.
Igualar, equiparar, ser aceito como casal, ser encarado como família, ser monogâmico, ser dependente, herdar os bens, ser amado, ser feliz... Os verbos e adjetivos ficam por conta do Houaiss ou do Neruda. Acabei sendo catártico demais. Não estou me posicionando contra a lei recém-nascida, aliás, sou entusiasta de todos e quaisquer direitos adquiridos, com ou sem luta, mas acho, realmente, que existiam outros mais urgentes e que atenderiam aos direitos primários do ser humano homossexual, inclusive o de ir e vir, de mãos dadas e em paz.

Rafael Maligeri    em CULTURE-SE

domingo, 9 de janeiro de 2011

Up Man

Há tantas maneiras diferentes de se perder. Eu já experimentei algumas delas... PERDER-ME de mim mesmo (medo!) e já me senti tão perdido a ponto de me sentir sem direção. Para dizer o mínimo e não ser TÃO dramático (yes, I can!). Eu sei exatamente qual é o preço que se paga quando se perde uma mão. Algumas outras vezes eu tive a sensação de ter encontrado o céu na terra... até que perdi (e perco) novamente. Mas graças ao DEUS ainda vivo (estando vivo). E como DIZIA Maysa (ela não diz mais...que pena. Aliás, diz sim. Bendita seja!!): "Se meu mundo caiu... eu que aprenda a levantar!". Eu não perco o foco e sei que ele é o fundo do poço... SIM! o fundo mesmo, já que é lá onde encontrarei as molas que me trarão de volta (assustou agora não é meu caro? E eu lá gosto de estar em baixo? NUNCA!! É só pra buscar a mola mesmo). Perco os dedos e me resta minha mão e ainda me ficam os braços... Deja vu (não é? - mas o que não é?). Nas horas em que me vejo "so lost!" eu descubro quão alto é o silêncio mesmo enquanto ouço todas as vozes ao redor... o silêncio é quem mais grita e se faz ouvir.... e eu tentando ouvir a VOZ interior (shit!). Perde-se muito quando se cai na real. Eu perco! Sabe aquele gosto doce de que a felicidade poderia ser PERSONIFICADA e virar um ser animado e você pensa então: Essa é a primeira e é a última. Enough! Nós perdemos O AMOR quando nos ocupamos fazendo planos e O deixamos escapar. Eu não o deixarei mais. Acompanhe-me caríssimo (e pacientíssimo) leitor nessa reflexão!! Passe adiante essa corrente... quem sabe a gente se segura nela e não se perde nunca mais!!??!! Next?????

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

No Esconderijo. E ele sou eu.

Ele guarda em segredo um esconderijo. Lá é o seu porto seguríssimo. A ninguém seria permitido invadir. Ou a alguém foi permitido. Não, fora necessária solicitação. Nem prévios avisos. Ele simplesmente decidiu. Ele acha-se protegido. Esse esconderijo foi sim calculado e inventado. Não foi o acaso que o presenteou com uma surpresa doce. Ele nem reconheceria algo que lhe parecesse doce. Acostumou-se ao que é, às vezes, levemente amargo. Pra não aparentar uma superioridade de fachada. Acha-se dentro de um ritmo suave. Ele não gosta de coisas ocas. Sempre interessou-se pelas coisas que estão sob a casca.Ele quebra a casca e quebra o gelo.Ele quebra a castanha na dobradiça da porta e faz café na cafeteira.Você se diverte com as estranhezas dele. Todos os dizem inteligentes e engraçados. Ele ainda sente-se abundantemente feliz apenas por passar-lhe pela cabeça privilegiada que você sente coisas boas por ele.Você o faz sentir-se especial e também o excita. Eles acham-se bonitos. Naqueles dias - você sabe... Ou naqueles dias...Bbom, você também sabe.Você sempre vem. Ele nunca vai. Ele ainda está feliz.Ele é feliz agora que criou esse esconderijo. Lembra? Acham-se tão pertos. Ele, aliás, adora confundir quem o vê do lado de fora, sem entrar. Ah, sim. Para você. Você o ama agora

Mas... Ele ama você. Apesar dele e de você. Apesar de... Eles se amam.

Do jeito que a vida ensina...

e o coração em fragmentos...
um é aquele em que está a imagem de você usando aquela sua blusa que eu odeio, e que você adora, outro está sem entender porque você não diz nada, finge que não sente, mas nem sabe fingir. e outro tenta me esconder coisas que eu sei que são. outro me dá a mão e me entende. outro nem me escuta, e me julga sem saber. outro me chama de lindo, de gostoso, de o melhor do mundo. outro não diz. outro não sabe o que dizer. outro não sabe como dizer. outro prega o amor -parasempreamém-. outro puxou o tapete e ainda estou caindo.outro está afundado em garrafas de bebida e cinzas de cigarro. e outro está louco por sexo. muitos outros estão loucos por sexo. e por pós-sexo. minha testa no teu queixo, meu eu te respirando. um diz que quer ficar e o outro do lado o lembra que tem que ir. um quer mais é que se foda e que eu deixe pra trás. e outro diz pra eu ir pra praia, tostar no sol e viver a vida. e diz pra eu ir olhar o mar, os campos, as flores. e diz pra eu viajar, e não me prender e jogar fora essa maldita âncora. e outro só quer viver tudo de novo. e de novo. e de novo. outro quer que todo dia seja domingo. domingos de cama, edredon e nada pra pensar, pra fazer, pra problematizar. sempre domingo e sempre com você. outro só quer você por perto. e o engraçado é que nenhum deles te deixa ir. não quer. não dá. não dou. o outro tem certeza de que você é minha paz... meu porto seguro. ( e por hoje sem maiúsculas ) 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu já sei nadar...

Venha, não tenha medo. É só o mar.
Não, eu não sei nadar.
Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem. Mas eu não sei.
Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir.
Eu não sei.
Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi você como você é e é por isso que estou aqui. Confia.
Não sei.
Pode vir. Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. Não tem fundo mas eu te ajudo a flutuar. Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você quer como eu quero?
Quero.
Então eu te ajudo. Vem. Isso! Segura em mim. Paz. Azul. Agora, você está quase conseguindo. Falta só metade. Você está quase chegando...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um Barco a remo (again)

Não quero as velas.
Não..
Por enquanto...

E por aqui... Sentembro indo. Vida acontecendo. E nunca foi tão bom. E eu não pararia nem se eu pudesse. Mesmo que eu quisesse. O coração bate bem mais leve, num compasso que até parece regido. Descobri, entre "as" tantas que quase consigo respirar embaixo da água. A cabeça já não sente aquele peso. É ótimo seguir com os planos. Em frente. A vida me deu alguns (poucos e bem bons) aliados. E... Não que eu esteja precisando, mas melhor não dispensar. Fato. Caros!! Sinto falta de algumas coisinhas... que de repente me parecem "coisonas" mas daí o repente passa e elas voltam super humildes para o status que lhes cabem: "coisinhas".
Eca. Bora cara pálida!!!!
E sempre agradecendo aos seres leitores daqui. Obrigado pelos comentários por aqui, por MSN, pessoalmente... Sempre bom.
"Aquele poema em que saiu seu nome.
Não liga.
Não é você!
Não vou te comprometer com a minha ilusão.
Foi erro de revisão"

né Martha Medeiros (ainda verei isso no Teatro, vem algo dela nos palcos por aí, já já.)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dentro o observador

Gostaria mesmo de fazer parte, de ser um ítem complemnetar.
Gostaria mesmo de sê-lo.
Me vejo, a contragosto, estando ao contrário do que sempre desejei,
do lado mais de fora quanto se é possível.
Saca a parte mais afastada, como se fosse o outro la da rua. Da rua não... do outro lado da lua.
Aquele lado que se esconde no escuro. Todos temos a face cuja verdadeira beleza não vem à luz. Como um direito que não nos foi concedido. Ela fica lá, esta face, e não está morta, tão presente que é, nem ao menos está adormecida.
Gostaria mesmo de que antes nos fosse possível, ou ainda me fosse possível iluminar isso tudo.
Abrir as janelas e depois as cortinas e deixar que tudo se esclarecesse e se clareasse abundantemente. Saca aquele horário do crepúsculo... às 6:30 da tarde, em que o dia se torna insossamente cinza e nostálgico, pois sim, todos temos nossa porção crespucular, o diatambém o tem. O dia também é gente, nesse momento ele é; a cidade é gente com sua cara feia em seus recantos. A cidade e suas luzes e sua profunda escuridão. A gente se perde no escuro e a cidade tem, no seu escuro, escondida naquelas luzes uma solidão triste e superpovoada.
Ninguém está salvo de sentir-se só. Mesmo no meio desse superpovo. Saca aquele horário ao qual me referi anteiormente... A mesma tristeza e a melancolia e a mesma falta de cor das 6:30 da tarde... Pois é, faça uma visita à estação da Sé de metrô. Sente-se na plataforma num daqueles acentos que quase se escondem num cantinho naquela imensidão, escolha um dos muitos destinos, mas não embarque e continue na plataforma... Apenas obervando por alguns minutos àquela multidão que se aglomera e instantaneamente some dentro dos vagões e despois se aglomera denovo, e isso se repete e repete... Casais se encontram e se despedem, amigos se encontram no acaso da solidão cinza, barulhenta e povoada.
E como eu realmente gostaria de me sentir parte componente disso tudo.
Estar dentro.
E isso tudo pode ser eu, e pode ser você. E já perdi e reencontrei minha cidade.
Mas não entendo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser e Ter.

Eu sempre me imagino frente a frente com um Gênio da Lâmpada, como aquele do Aladin, e ele me pergunta sobre os meus desejos. Como na minha imaginação tudo é possível, eu posso pedir qualquer coisa... Qualquer! Sò pedir e TEREI. Mas quem além de mim dispensaria o gênio? Até no sonho... Poxa. Não! Obrigado... Eu gosto do jogo. Gosto de conquistar. Eu quero ter só o que mereço e sentir o sabor de consegui-lo e os dissabores de perder. Saber a realidade dos "nãos". Não ter.
Nesse POST embalado por Michael Jackson e seu un-thinkable "This is It" - Como pode um artista ter tantos talentos? Ele estava no comando. OMG. O cara não poderia mesmo ser entendido por aqui... ele era do além. Enfim... Caras-pálidas. No post de hoje quero falar sobre o fato de ter ou não. Mas ter um alguém. Ter vários alguéns não é bom. Bom mesmo é ter "o" alguém. Ha-ha-ha. Tarefa difícil.
Analisando o assunto à luz da psicologia do meu querido Renan seria difícil explicar... Mas, não sou dado a psicologias. Aliás, sobre os psicologos... Guardo os comentários e salvo exceções. Bora voltar ao assunto (eu sempre me perco). Foco!!. Sendo Shakespeareano... Ter ou não ter? É essa a apoquentação!! Mas ter de verdade. O TER que o ser humanóide adora. Ter, ter e ter e depois sofrer, e ser feliz e sofrer... Então, sobre isso o Renan foi brilhante: "não estamos preparados para o NÃO. Precisamos Ter". O Michael tinha talento e isso lhe saía pelos poros. Alguns têm coisas que nem valorizam. Outros até valorizam coisas que perdem. Mas e sobre ter o outro? Sabê-lo seu. Senti-lo seu. Estabelecer a posse.
É sobre a posse egoística que estou me referindo. Aquela que te faz se incomodar com um olhar de flerte lançado sobre sua posse. Ou ainda um olhar que parte do seu bem em direção a qualquer coisa que não seja você. Porque sou humano e tenho fraquezas eu penso sobre isso tudo. Porque sou inteligente e sensível eu sempre pensarei sobre isso. E quem já teve sabe do que estou falando. Queremos ter a companhia agradável para a festa, para o show ou para o café da tarde na padoca. Ter e ser do outro. Sabe o quanto é bom? Ver TV e fazer comentários sobre tudo. Ter alguém que te convide para o cinema, o filme nem importa, ou simplesmente se preocupe contigo, não é nada demais, nada de menos, ter um outro corpo sob o edredon naquele dia em que a gente mata o trabalho só pra ficar ali. As mensagens trocadas pelo mobile, e a distância vira um detalhe geográfico... As respostas atravessadas que só mesmo quem tem entende. Ter a compreensão para os temores do dia-a-dia e conhecer as delícias do sexo com carinho. Gozar juntos e comer juntos e ler juntos e andar juntos e poder fazer tudo isso sozinho sabendo que o outro está lá, pra você...
O problema "são" os problemas que do TER advem. Mas isso fica pra depois... Me cansei. Típico aliás.
Gosto de falar sobre isso, gosto muito. Mesmo mantendo um distanciamento seguro do assunto. É isso, eu costumo rezar antes de dormir e enquanto caminho, mas entre uma e outra prece penso sobre coisas... Algumas delas eu exteriorizo por aqui. Algumas eu "despenso" e dispenso. Lembrando sempre que os devaneios do pobre narrador-autor-personagem devem sempre ser absorvidos em doses suaves e homeopáticas. Advirto também que não será necessário ter para ser e sentir-se feliz e completo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Frio que sopra do Ártico e Inspira.

Pode pensar o que quiser. Não me ofendendo e não me importo de ser confundido. Tudo isso me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Não me sinto desaforado, nem nada. Não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. E também se não me chamar... Cara pálida! Aliás... eu sou inteligente e sim, eu converso com ênfase. Muita ênfase. Sou sensível. Pra Sempre. Pode dizer... Eu me preocupo com os detalhes. E com o que nem merecia a mínima. De vez em quando eu dou água para as samambaias, pérolas aos porcos e carne de primeira aos cães. Me preocupo com a vaidade. Nada de descabido. Me preocupo com a verdade. Nada de novo. Sim, eu guardo segredo. Eu os guardo como relíquias. Me importo com as palavras, até as que não foram ditas ou ficaram apenas na intenção. Sim, eu tenho muito bom senso, inclusive o de humor. Sou discrente no passado e carente pelo futuro. Ok, eu tento acertar ao escolher as roupas. E agora eu até curto cuidar do corpo. Eu afino e defino traços. Sim, sempre falei sobre sexo sem vergonha e amo dançar levantando os braços. E Chamam de gay, de hétero, de brega e louco. Bicha e maconheiro eu deixo pra canção do Cazuza (ad eterno). Aliás, hoje em dia ser bichinha é super in, cult e tals. Mas maconheiro? Tão anos 80, lá ainda tinha seu charm mas hoje em dia né! Com tantas coisinhas químicas. So out. Mas enfim. Eu até choro sem tais consolos, e nem uso os lenços e os meus pesadelos passaram na infância. Sim, eu dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. Sou aberto e me livrei dos preconceitos ( o comentário sobre a ervinha weed está longe de ser um julgamento, tadinha). Eu posso andar de mãos dadas com os anéis. Yeah, eu assisto a um filme para me organizar no escuro e reinventei uma concepção sobre a sexualidade humana, reinventei meus princípios, reinvento o meu rosto de noite, não morri no ventre e tenho uma mãe que beira a perfeição. Numa conversa eu procuro a cor da íris, o castanho dos cílios. Sou muito bom! Sou o melhor amigo das amigas e dos amigos. E o sou de verdade. Sem clichês ou lugares-comuns que me enojam. Aceno ao máximo no aeroporto, na rodoviária ou no ponto de ônibus nas depedidas de quem gosto, chamo o táxi com grito, me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento e não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Não tolero esses sentimentozinhos rélis que teimam em dominar as cabeçinhas ocas. Sim, eu vou esperar sua primeira garfada antes de comer e nunca mesmo vou palitar os dentes. Eu desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho ou de um copo de água. Eu sou o mesmo. Digo que amo sem vergonha e de peito-tórax abertos e digo com verdade. Pois é, sou mesmo generoso com as perdas, e muito mais com as pseudo-perdas. Nunca economizo elogios e coleciono sapatos. Sou educado e isso é mais forte do que minha vontade às vezes. Sou espontâneo, estou vivo para não me reprimir na hora de escrever e poder falar o que quiser e não fazer de conta.


Aos caríssimos. Hoje me estendi.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Palavras Trocadas.

Sempre achei bem mais fácil falar sobre coisas difíceis. Falar ou escrever sobre coisas fáceis sempre me foi algo difícil. Por que a gente é assim? Por que o fácil nos parece muito mais difícil quando na verdade... fácil é fácil, e pronto. Gostamos de complicar, de mascarar. Quando nos deparamos com uma situação fácil, mas realmente fácil, não conseguimos nem ao menos enfrentá-la. A gente não sabe lidar com isso. É tão verdade... Lembra-se daqueles testes nada complicados? Nunca aceitamos que as respostas simplesmente estavam ali, saltando do papel. Mas é só isso? A gente se põe a perguntar. E se a vida torna-se um mar de tranquilidades... Lá vamos nós agitar. Nada de "chá das cinco". Calmo demais!!Nada pode estar ordenado ou parecer plácido demais. Saca? A gente não quer. A gente não gosta... A gente não se reconhece ali. Não estou falando de utopias e nem de achar que tudo é lindo ou totalmente feliz. Mas é bem mais fácil. Fato. Me ajude a levantar o cartaz para uma vida mais fácil. Um mundo mais fácil. Descomplique. É bem fácil.



Não é tão fácil falar a verdade...
Mas pense no quão difícil é manter uma mentira.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ossos (quebrados e engessados) do Ofício.

Reunião com os Pais.
Sempre chato.
Como dizer de maneira sutil:
Senhores, o seu filho é um ERRO!?!?
Enfim...
Ser professor tem dessas coisas.
E ao ser um bom professor tem-se delas em outro nível
Encarar os ERROS e os seus pais criadores.
Entendemos, portanto, que até erros têm pais.
E os pais os têm.
Triste fato.

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